REFORMA TRIBUTÁRIA E AS EMPRESAS IMPORTADORAS.

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Impactos fiscais e estratégias para enfrentar o novo cenário.

05 de Maio de 2025

A Reforma Tributária em andamento trará mudanças estruturais profundas na tributação de bens e serviços no Brasil — e as empresas importadoras estão no centro desse impacto.

A substituição de tributos como PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) exigirá que importadoras revisem seus processos operacionais, renegociem contratos e ajustem seus planejamentos financeiro e tributário.

Pressão sobre custos de importação e margens de lucro

O novo modelo tributário pode aumentar a carga tributária sobre produtos importados, principalmente em setores que dependem de insumos estratégicos vindos do exterior. 

Com a lógica não cumulativa da CBS e IBS, será essencial revisar a cadeia de crédito tributário, analisar o aproveitamento de créditos nas entradas e reformular preços para preservar margens.

Importadores de máquinas, equipamentos, produtos químicos, eletroeletrônicos e peças automotivas sentirão os efeitos mais fortemente.

Por que esses setores sentirão mais os impactos?

Importadores de máquinas, equipamentos, produtos químicos, eletroeletrônicos e peças automotivas sentirão os efeitos da Reforma de forma mais intensa porque dependem fortemente de insumos importados, trabalham com margens sensíveis à variação tributária e têm cadeias de distribuição complexas entre Estados.

Além disso, o aproveitamento correto de créditos tributários será decisivo para manter a competitividade. Com a adoção da tributação no destino e a possível elevação de custos logísticos — especialmente com o impacto indireto do Imposto Seletivo sobre combustíveis e energia —, esses setores precisarão de planejamento redobrado para evitar perdas de rentabilidade e se adaptar à nova realidade fiscal.

Tributação no destino: reorganização logística e comercial

A nova regra considerará o destino final da mercadoria (e não a origem) para fins de incidência tributária.

Importadoras que distribuem mercadorias em diversos Estados terão de revisar seus fluxos logísticos, redimensionar tabelas de preços regionais e recalibrar a expedição para otimizar custos e tributos.

O planejamento de rotas e o correto recolhimento fiscal por unidade federativa serão fundamentais para manter a competitividade.

Imposto Seletivo: atenção redobrada aos custos indiretos

Embora o Imposto Seletivo se concentre em produtos como combustíveis e derivados, importadoras devem ficar atentas a efeitos indiretos:

  • Aumento no custo do frete internacional e nacional;
  • Encarecimento de energia e combustíveis utilizados no transporte e armazenagem;
  • Repercussão em contratos de fornecimento e distribuição.

Fase de transição: convivendo com dois sistemas até 2033

De 2026 a 2033, o Brasil terá dois sistemas tributários funcionando em paralelo. Para as importadoras — que já lidam com câmbio, alfândega e múltiplos tributos —, gerenciar corretamente os dois regimes será crítico.

Erros de apuração, perdas de créditos ou falhas no recolhimento podem gerar autuações fiscais e prejuízos significativos.

Como sua empresa importadora deve se preparar desde já

  • Atualizar ERPs e softwares fiscais para operar com apuração dupla;
  • Revisar a formação de preços considerando a nova tributação;
  • Simular impactos da CBS e IBS no fluxo de caixa e rentabilidade;
  • Ajustar operações logísticas e de distribuição;
  • Capacitar as equipes fiscal, contábil, comercial e de compras.

A PS Tecnologia Tributária apoia importadoras a atravessar a Reforma com segurança

  • Mapeamento completo dos impactos da Reforma Tributária nas operações de importação;
  • Estratégias para reorganização fiscal, logística e comercial;
  • Implantação de sistemas de apuração em paralelo (modelo atual + novo modelo);
  • Treinamento e suporte técnico para garantir conformidade e competitividade.

Entre em contato conosco: Quem se antecipa não apenas reduz riscos — ganha mercado. Fortaleça sua importadora com inteligência tributária, tecnologia e visão estratégica.

Prof. Saul Sastre

Diretor e Fundador da

PS Tecnologia Tributária