Pix e o Controle Fiscal

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Não há dúvidas que o PIX veio para ficar e já transformou o mercado desde que foi lançado em 5 de outubro de 2020 com início de funcionamento integral em 16 de novembro do ano passado. A nova ferramenta de pagamentos deu tão certo que nem conseguimos imaginar transações comerciais sem ela atualmente.

Não faz um ano que está à disposição e se tornou disruptiva, causando a mesma sensação de tentar imaginar um escritório sem computadores, um mercado sem mídia social, nós sem celulares e ainda sem um WhatsApp para ajudar a acelerar negócios.

Como o próprio Banco Central diz “Pix é o pagamento instantâneo brasileiro” onde os recursos são transferidos em poucos segundos, a qualquer hora do dia. Conseguiu alavancar a competitividade e eficiência do mercado, baixar custo e ainda aumentar segurança das transações.

Também trouxe formalização negocial, com o dinheiro movimentado de conta para conta, deixando lastro para fiscalizações fazendárias de todas as esferas, municipais, estaduais e federal fazerem seus deveres e autuarem quem não declara seus ganhos.


É um duro golpe para os adeptos da informalidade que em breve, com os investimentos do governo feitos em tecnologias de cruzamento de dados e monitoramento de redes sociais, o controle através das movimentações do PIX será pleno.

Segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) lá se vão em média R$ 417 bilhões por ano com impostos que não são arrecadados, uma perda que reflete na falta de melhorias para os cidadãos. Nós aqui da PSCapital entendemos que a sonegação de tributos no país está com os dias contados e por dois motivos: a) Os sistemas de controle tributário do governo cada vez mais eficiente e; b) Empresas que sonegam não se desenvolvem, porque não tem um bom controle e muito menos gestão eficaz.

Diante de tantos desafios, e o PIX agora mais um, o planejamento tributário alinhado com um plano de desenvolvimento dos negócios (de todos os portes) e ainda o cálculo preciso dos custos tributários serão fundamentais para a sobrevivência das empresas. Como disse o maestro Antônio Carlos Jobim, “o Brasil não é para principiantes” e nunca será!