Gripe Aviária no RS e Estado de Emergência: Quais os Impactos Tributários para o Setor Agroindustrial?

  • Tempo de leitura:3 minutos de leitura

19 de Maio de 2025

No último dia 17 de maio, foi confirmado um foco de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial localizada em Montenegro (RS). A situação levou o governo estadual a decretar estado de emergência em saúde animal em 12 municípios gaúchos, incluindo Cachoeirinha, onde está a sede da PS Tecnologia Tributária.

Mais do que uma preocupação sanitária, o episódio acende um alerta fiscal: quais os impactos tributários para granjas, distribuidoras, cooperativas e agroindústrias da região? A seguir, analisamos os principais reflexos e oportunidades de atuação estratégica.

Situação de Emergência: O Que Isso Significa no Campo Tributário?

Em casos de emergência sanitária oficialmente reconhecidos, é comum a adoção de medidas fiscais excepcionais por Estados e pela União. Essas medidas podem gerar:

1. Diferimento ou Suspensão de Tributos

Empresas impactadas diretamente podem pleitear:

  • Prorrogação do vencimento de ICMS, especialmente sobre operações de circulação de produtos perecíveis;
  • Suspensão da exigibilidade de tributos federais (INSS, PIS, COFINS, IPI) durante a paralisação;
  • Parcelamentos especiais para empresas com atividades interrompidas compulsoriamente.

2. Revisão do Faturamento e das Obrigações

Empresas que forem impedidas de produzir, vender ou distribuir devem avaliar:

  • Declarações com faturamento zerado no Simples Nacional ou lucro presumido;
  • Necessidade de retificações em obrigações acessórias (DCTF, EFD-Contribuições, GIA/ICMS) para ajustar créditos ou débitos;
  • Emissão de documentação fiscal de baixa de estoque por descarte sanitário (para evitar glosa de créditos).

3. Direito à Manutenção de Créditos

Mesmo quando há inutilização de produtos por ordem sanitária, é possível manter créditos de ICMS e PIS/COFINS, desde que a empresa comprove:

  • A obrigatoriedade da destruição;
  • A origem do produto com incidência anterior de tributos;
  • A documentação fiscal e contábil regular do processo.

O Que Será Fiscalizado?

A Receita Estadual e a Receita Federal podem investigar:

  • Aproveitamento indevido de créditos sobre produtos inutilizados sem autorização sanitária;
  • Ausência de documentação fiscal de descarte ou doação;
  • Erros de apuração durante o período de transição, sobretudo se houver mistura entre produtos aproveitáveis e inutilizados.

Como a PS Tecnologia Tributária Pode Apoiar

A equipe da PS está acompanhando de perto a situação e já oferece suporte técnico às empresas da cadeia agroindustrial. Nossas frentes de atuação incluem:

Levantamento e qualificação de créditos tributários relacionados a estoques afetados;
Análise de impactos na apuração de ICMS, PIS e COFINS durante o estado de emergência;
Suporte para descarte sanitário de mercadorias com respaldo fiscal;
Estratégias de transação tributária ou revisão de passivos decorrentes da crise;
Ajustes em obrigações acessórias e retificações de declarações.

Diante da emergência sanitária e do impacto direto sobre a cadeia produtiva da avicultura e agroindústria no RS, é essencial agir com estratégia e técnica. Cada dia de atraso pode gerar perda de créditos, exposição a fiscalizações e comprometimento do fluxo de caixa.

Se a sua empresa foi impactada por essa crise, conte com a PS Tecnologia Tributária para transformar o momento de risco em oportunidade de organização e economia.

📞 Fale com nossa equipe e receba uma análise gratuita do seu caso.

Prof. Saul Sastre

Diretor e Fundador da

PS Tecnologia Tributária