ACORDO GAÚCHO: UM NOVO CAPÍTULO NA GESTÃO TRIBUTÁRIA DO RS

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20/12/2024

Em um passo decisivo para a recuperação fiscal do Rio Grande do Sul, a Assembleia Legislativa aprovou o PL 547/2023, de autoria do deputado Marcus Vinícius (PP). A medida autoriza transações tributárias em situações específicas, regula a cobrança de dívidas e institui o Programa “Acordo Gaúcho”, prometendo transformar a gestão fiscal do Estado com uma abordagem inovadora e estratégica.

O texto recebeu cinco emendas: duas de Frederico Antunes (PP), duas de Miguel Rossetto (PT) e uma de Guilherme Pasin (PP). Três foram retiradas pelos autores, uma foi considerada prejudicada e a única aprovada foi a do líder do governo, graças a um requerimento de preferência para sua votação junto ao texto principal.

Frederico Antunes destacou a necessidade de uma legislação que facilite acordos entre o governo e contribuintes inadimplentes. Ele mencionou o papel da Secretaria da Fazenda e da PGE nas negociações que ajudaram a definir o texto final.

Marcus Vinícius explicou que o projeto busca modernizar o ambiente tributário do RS, inspirado na regulamentação federal de 2020, que incluiu transações tributárias no Código Tributário Nacional. Ele também citou um projeto semelhante implementado em São Paulo. “Com este programa, estimamos arrecadar R$ 500 milhões em 2025, R$ 1 bilhão no ano seguinte e mais de R$ 18 bilhões em uma década”, projetou o deputado.

IMPACTOS E DESAFIOS À VISTA

Embora a aprovação seja vista como um avanço fiscal, especialistas alertam para possíveis desafios. A eficácia do programa dependerá de uma implementação clara e transparente, evitando burocracias que possam limitar seu alcance.

Pequenas empresas podem encontrar dificuldades para aderir ao programa se critérios de adesão forem excessivamente rigorosos. Além disso, judicializações não estão descartadas, considerando o impacto financeiro para grandes devedores.

CONCLUSÃO

O Acordo Gaúcho surge como uma ferramenta poderosa para fortalecer as finanças públicas do Rio Grande do Sul, combinando inovação legislativa e recuperação fiscal. No entanto, seu sucesso depende de regulamentações claras, execução eficiente e fiscalização rigorosa para garantir que o programa cumpra seu papel sem gerar entraves legais ou econômicos

Prof Saul Sastre

Diretor e fundador da PS Capital Tecnologia Tributária